sábado, 20 de dezembro de 2025

Prasinoversos - As esferas de Felipe Prasino (2025). Obs:. 20° livro de Felipe Prasino.

Cor: Oliva


Símbolo matemático: conjunto universo


Temas: Discrições, educações, indefinições, descontentamentos, repousos, decorrências, conciliações, ofícios, técnicas, aversões, autonomias, contrassensos


Data aproximada de escrita: outubro, novembro e dezembro de 2025


1. Prasinoverso 1 (Universos reservados)


Ambientes que não são conhecidos publicamente

Ambientes que requerem contatos graduais

Universos reservados trazem sutilezas instrutivas

Universos reservados se escondem dos telescópicos usuais


Indíviduos que não são incluídos totalmente

Indivíduos que expelem formatos eventuais

Universos reservados levam defesas sucessivas

Universos reservados se consomem dos microscópios manuais


Prasinoverso 1

(Universos reservados)


Imagina ser reservado em um universo que expõe?

Expõe a fraqueza sem o sustento universal

Imagina ser reservado em um universo que degrada

Degrada a leveza sem o cortejo universal


Imagina ser reservado em um universo que zomba?

Zomba a diferença sem o desvelo universal

Imaginado ser reservado em um universo que tolhe

Tolhe a presença sem o método universal


Prasinoverso 1

(Universos reservados)


Universos reservados

Finalmente vocês terão um espaço conforme as suas intenções

Universos reservados

Finalmente vocês terão um portfólio conforme as suas formações


Prasinoverso 1

(Universos reservados)


2. Prasinoverso 2 (Universos educativos)


A sala, o aposento onde estudo

A caixa onde guardo livros, culturas

O intelecto onde conecto redações


A dúvida, a lista onde localizo

A atmosfera onde deixo noções, elementos

O relógio onde constato variações


Prasinoverso 2

(Universos educativos)


Universos educativos

Fortes com diversas abordagens

Fortes revistos continuamente


Universos educativos

Fortes com precisas engrenagens

Fortes sondados intensamente


Prasinoverso 2

(Universos educativos)


Educação, enquanto forte, instiga

Acompanhamos as demandas acordadas?

Por que esse forte foi limitado?


Educação, enquanto forte, opta

Acompanhamos as opções priorizadas?

Por que esse forte foi adiado?


Prasinoverso 2

(Universos educativos)


Discutir as disciplinas práticas, metafísicas

Currículos respeitáveis, abrangentes

Educar, função do forte informado


Discutir os sistemas terrestres, planetários

Palestras alinhadas, necessárias

Educar, função do forte dedicado


Prasinoverso 2

(Universos educativos)


Oportunidades produzidas pela erudição

Fortes sem distinções classistas

O treinamento sem privilégios étnicos


Prasinoverso 2

(Universos educativos)


3. Prasinoverso 3 (Universos indefinidos)


Acertos em meios pragmáticos?

Espera a distinta aclamação?


Por que tudo pressupõe definição?

Constrange ter múltiplas realidades?

Territórios disponíveis para realçar

Riscos de um repertório democrático


Prasinoverso 3

(Universos indefinidos)


Virtudes em meios dogmáticos?

Espera a ignota rejeição?


Por que tudo pressupõe definição?

Constrange ter severos raciocínios?

Territórios fechados para revogar

Riscos de uma oposição dominadora


Prasinoverso 3

(Universos indefinidos)


A experiência não demonstra hostilidade?

O que é contrário não é golpeado?


Universos indefinidos

Porventura a definição acolhe ou exclui?

Definir leva à hierarquias, etnocentrismos

Categorias têm usos dubitáveis


Prasinoverso 3

(Universos indefinidos)


A experiência não demonstra atrevimento?

Algo que é legítimo não é ultrajado?


Universos indefinidos

Porventura a definição basta ou aflige?

Definir leva à anacronias, individualismos

Categorias têm usos reprováveis


Prasinoverso 3

(Universos indefinidos)


Alheios aos verbetes, enciclopédias

Apreciadores das mentes contemplativas

Risonhos dos modelos recentes,

Cientes quanto às tentativas de nomeá-los


Prasinoverso 3

(Universos indefinidos)


4. Prasinoverso 4 (Universos descontentes)


Acordar e ver o mesmo sendo vivido

Desânimo que carrega fraqueza

Mesmice impeditiva da transcendêcia

Limpeza feita nos trechos saudáveis

Corrida que almeja empecilho


Criticar e ter o mesmo sendo vendido

Aparelho que propaga aversão

Chatice acolhedora da intolerância

Bagunça solta nos frutos singulares

Estupidez que reusa covardia


Prasinoverso 4

(Universos descontentes)


Inconveniência de uma mentira aprovada

A carreira edificada em solos instáveis

Cobiça vinculada aos segmentos vaidosos

Aplicações reservadas para opulentos

Emancipação obstada por monopólios


Alfabetização de uma apatia fundada

A conversa retalhada em motes nublosos

Rudimento aliado aos triunfos monetários

Brigas indicadas para miseráveis

Estagnação desejada por instituições


Prasinoverso 4

(Universos descontentes)


Universos descontentes

Quem tem se aproxima da falta?

Há estratos que não têm quantias

Descontentes antecipam, habilitados

Equilíbrio afugenta informes figurativos


Universos descontentes

Quem manda se desliga da estima?

Há estratos que não têm opções

Descontentes participam, coerentes

Simpatia invoca chances adequadas


Prasinoverso 4

(Universos descontentes)


Modificações, órbitas esmiuçadas

Satisfação sendo o desafio respeitado

Rebeliões nos retiros explorados

Temperamentos que sofrem menosprezo

Contentar excede os códigos instaurados


Modificações, órbitas negociadas

Admiração sendo o impulso declarado 

Negócios nos imóveis amurados

Acontecimentos que denotam excesso

Contentar diminui os acúmulos herdados


Prasinoverso 4

(Universos descontentes)


5. Prasinoverso 5 (Universos repousantes)


Sonos, brechas no espaço-tempo

Fazer pouco, com critério, traz sugestão

Postulam rendimentos ultra-humanos

Esgostar é crime na etapa industrial

Respiros, ciscos no bem-estar

Deixar pronto, com sufoco, traz moléstia

Inflamam controvérsias anti-históricas

Respaldar é ambigo no cenário oscilante


Sonos, flechas no mapa-múndi

Manter renome, com clareza, traz afinco

Resgatam despesas infra-sonoras

Contornar é prova no estado ruinoso

Respiros, riscos no padrão-ouro

Impelir sorriso, com ênfase, traz rancor

Balançam pressupostos pró-fanáticos

Abrandar é desculpa no restauro previsto


Prasinoverso 5

(Universos repousantes)


Universos repousantes

Melhorias nos ofícios regulares

Remédios convenientes aos agravos

Cismas suspendidas, há exemplos

Lentidão encontra objetos incomuns

Provisões eficazes, primordiais


Universos repousantes

Passeios nas notícias prósperas

Alvitres proveitosos aos surtos

Pressas rescindidas, há agasalhos

Condução organiza estímulos gentis

Recisões honestas, decifradas


Prasinoverso 5

(Universos repousantes)


Repousos deslocam meteoros temidos

Estresses desintegrados por intervalos

Gravidades calibradas no intangível

Alívios revigoram talhes reclinados

Decências de uma postura selecionada

Índoles autênticas em circuitos rutilantes


Prasinoverso 5

(Universos repousantes)


6. Prasinoverso 6 (Universos decorrentes)


Gerir, saída agora impensável

Impropérios embelezando valas

Litigar patifarias, o limo do pântano


Medir, luz outrora antipática

Parasitas distanciando pencas

Relaxar alcances, o farol da sentinela


Prasinoverso 6

(Universos decorrentes)


Produtos revoltos no estoque da convicção

Motores inoperantes devido à ferrugem

Desvario usual assevera fraude


Visitas exatas na estadia do infortúnio

Mobílias dinâmicas todavia o rebuliço

Bonança perene enfatiza penúria


Prasinoverso 6

(Universos decorrentes)


Universos decorrentes

Aguaceiro previsto aos navegadores

Desembarque trabalhoso, degraus bambos


Universos decorrentes

Insolação trazida aos caminhantes

Vestimenta misturada, fibras fictícias


Prasinoverso 6

(Universos decorrentes)


Causa e efeito

Registro das contas alheias

Crença no princípio multisetorial


Ação e reação

Nexo dos corpos físicos 

Coluna na percepção científica


Prasinoverso 6

(Universos decorrentes)


Decorrência não instala punição

Inteirar-se de si estraçalha tramoias

Adequação das condutas abrevia lástimas


Prasinoverso 6

(Universos decorrentes)


7. Prasinoverso 7 (Universos conciliadores)


Âmago, atributo perdurável!

Carcaça, apetrecho coercível!


Diligência secundada!

Secundada por pacifistas!

Absorver seres nas declarações

Conchas dos impasses prorrogados


Prasinoverso 7

(Universos conciliadores)


Coldre, ornato temerável!

Ética, construto agitável!


Diligência alvoroçada!

Alvoroçada por formalistas!

Inscrever hastes nos armísticios

Pompas dos sacríficios celebrados


Prasinoverso 7

(Universos conciliadores)


Jugo, atividade implacável!

Pleito, ocasião associável!


Burocracia desfalcada!

Desfalcada por reformadores!

Englobar garantias nas disposições

Regaços das euforias congeladas


Prasinoverso 7

(Universos conciliadores)


Devastação, malefício inadiável!

Alimento, débito flutuável!


Burocracia avolumada!

Avolumada por embromadores!

Confinar requisitos nos formulários

Bagaços das maneiras professadas


Prasinoverso 7

(Universos conciliadores)


Universos conciliadores

Tranquilos, remontando divertimento

Estorvando a rivalidade encorajada

Desobrigados ao extermínio insinuante


Prasinoverso 7

(Universos conciliadores)


8. Prasinoverso 8 (Universos laboriosos)


Lavorar, limas aguçadas nas enxadas

Inundações incorrigíveis, calculáveis

Eleger grãos mesclados em fendas

Carriolas com pedras surpreendentes

Entravar misérias robustas, arraigadas


Lavorar, glebas encravadas nos arados 

Irrigações irreprimíveis, postergáveis

Redigir hortas ordenadas em ciclos

Cavadeiras com detritos proeminentes

Debelar domínios obsoletos, execrados


Prasinoverso 8

(Universos laboriosos)


Alongar, intervenção estouvada

Fôlego se adquire cogitando

Tremer por mixaria, trapaça

Gaiolas soldadas no egoísmo

Replicar gentilezas silenciosas


Alongar, insurreição retornada

Moleza se desfaz treinando

Bramir por encargo, piedade

Martelos atirados na imperícia

Ressecar grosserias duvidosas


Prasiniverso 8

(Universos laboriosos)


Alegação dos calendários extenuantes

Evidentes folgas citadas nas escalas

Expectativas de uma camada maleável

Substanciar correções sobre contribuições

Escárnios avaliados por julgadores


Mitigação das leviandades sobrepostas

Pacientes dicas ilustradas nas diárias

Progressos de uma plataforma assertiva

Reconsiderar enfoques sobre vencimentos

Parceiros solicitados por executores


Prasinoverso 8

(Universos laboriosos)


Universos laboriosos

Escambo reapresentado por vasculhadores

Potes de condimentos escassos

Agregar semeaduras para emergências

Artesanatos obstinados nos agrupamentos


Universos laboriosos

Comércio sedimentado por especuladores

Latas de guloseimas acessíveis

Contratar especialistas para agilidades

Maquinários planejados nos insulamentos


Prasinoverso 8

(Universos laboriosos)


9. Prasinoverso 9 (Universos artísticos)


Universos artísticos

Palcos arrostados no espetáculo

Átrios esquivados na balbúrdia

Lixadeiras pedregosas no caibro

Esmaltes inconsistentes no cesto

Costuras disparatadas no biombo

Ilhoses enferrujados no vestuário

Argilas grudadas no retoque


Universos artísticos

Taças idolatradas no mostruário 

Ânforas recoloridas na curadoria

Cavaletes atarrantados na paleta

Espátulas espatifadas na massa

Serrotes deteriorados na madeira

Imersões interditadas na tertúlia

Alicates relaxados na montagem


Prasinoverso 9

(Universos artísticos)


Abóbodas cautelosas, duradouras

Monumentos espaçados nas naves

Artifícios reproduzidos por escolas

Apertos renitentes, prestimosos

Estiagens perplexas nos dilemas

Labaredas sucintas por epifanias


Abóbodas audaciosas, nascedoras

Firmamentos comparados nas telas

Solstícios pressentidos por sombras

Lufadas dissidentes, caprichosas

Temporais complexos nos dramas

Orvalhos distintos por melodias


Prasinoverso 9

(Universos artísticos)


Películas amassadas nas conservações

Relatos realocados nos descobrimentos

Pavilhões imobilizados nas anexações

Entalhes enublados nos procedimentos

Partituras acanhadas nas convenções

Afrescos desbotados nos equipamentos


Prasinoverso 9

(Universos artísticos)


10. Prasinoverso 10 (Universos descontentes)


Bulas, cartilhas limpadas

Eventos, estágios defasados

Deduções, reticências inatacáveis


Confortos, arrimos impertubáveis

Vantagens, honrarias arrematadas

Testamentos, túmulos reverenciados


Prasinoverso 10

(Universos detestáveis)


Detestáveis precavidos

Precavidos às hipóteses superficiais

Óbices solucionados arredam submissões


Detestáveis convertidos

Convertidos às exibições unilaterais

Bilhetes deturpados avultam retaliações


Prasinoverso 10

(Universos detestáveis)


Universos detestáveis

Ousar escancara inconsistências

Lâmpadas não focalizam armadilhas


Universos detestáveis

Apurar desencanta complacências

Bibliotecas não anunciam repreensões


Prasinoverso 10

(Universos detestáveis)


Insuficiências das atuações usufruídas

Motins parcelados nos equívocos

Sumiços dispersados por intelectuais


Abundâncias das anotações transferidas

Motejos aglutinados nos pendores

Vindas demarcadas por lideranças


Prasinoverso 10

(Universos detestáveis)


Fomentar ideais desmascara presunçosos

Oportunizar pecúlios oferece integridade

Assimilar alternativas boicota tiranias


Prasinoverso 10

(Universos detestáveis)


11. Prasinoverso 11 (Universos autônomos)


Antagonismos em artigos anelados

Favoritismos em fábricas forjadas


Universos autônomos

Caráter apreensivo com arroubos

Diálogos retomam simulações

Entrever granjeia brutalidade


Prasinoverso 11

(Universos autônomos)


Graciosidades quando gratificações urgem

Debilidades quando deferências fenecem


Universos autônomos

Lucidez agastada com artimanhas

Charadas poupam abstenções

Entreter consome vitalidade


Prasinoverso 11

(Universos autônomos)


Altruísmos conduzidos por insurgentes

Pedantismos obedecidos por ignóbeis


Escadas aplainadas durante trajetos

Cosmovisões flexíveis calibram corrimões

Encomendar adereços representativos

Fornecer parafusos eficientes


Prasinoverso 11

(Universos autônomos)


Notoriedades com os desempenhos feitos 

Seriedades com as incumbências emersas


Escadas lustradas durante êxitos

Premissas viáveis propiciam patamares

Recuperar pigmentos comemorativos

Enaltecer texturas resilientes


Prasinoverso 11

(Universos autônomos)


Expor é recorrente para espontâneos

Disfarçes afagam contrariedades arcaicas

Tenacidades insuflam catarses gradativas

Encolher é convincente para requintados


Prasinoverso 11

(Universos autônomos)


12. Prasinoverso 12 (Universos discrepantes)


Afrouxamentos, sedentários rutilantes

Cargos não atestando inclinações

Indícios anexados embora resmas

Convênios maléficos, fruidores habituados

Recontagens das peripécias prenunciadas


Afrouxamentos, empresários delirantes

Ditames não refutando imprecisões

Recibos minuciados consoante rasuras

Quinhões infames, liquidantes combinados

Reciclagens dos protocolos provisórios


Prasinoverso 12

(Universos discrepantes)


Universos discrepantes

Recepções notificam, eclipsam

Idiomas designados por ministérios

Subverter e socorrer principiantes

Cercar jazidas desativadas


Universos discrepantes

Redenções ratificam, abdicam

Sintomas trucidados por infantarias

Diminuir e difundir recalcitrantes

Reaver bandejas depauperadas


Prasinoverso 12

(Universos discrepantes)


Introduzir compostura aborrece leigos

Suster adulterando sinopses Probabilidades vetadas por facínoras

Sorteios inoperantes, entediantes

Checar experimentos emaranhados


Imprimir perspectiva emaranha doutos

Galgar aguentando lorotas

Prodigalidades adotadas por canalhas

Rateios dissonantes, espoliantes

Coser encantamentos estilhaçados


Prasinoverso 12

(Universos discrepantes)


Colisões, arrependimentos sem recessos

Cobrar retidão encadeia enfurecimentos

Tubulações incrustadas por enroladores

Acautelar afirmações atulham armários

Bravatas dissimuladas nos almanaques


Colisões, destronamentos sem regalias

Calçar buraco endossa extravasamentos

Dissoluções irrelevadas por expositores

Estarrecer expulsões enervam epígonos

Cascatas importunadas nas excursões


Prasinoverso 12

(Universos discrepantes)


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